Ultimamente tenho pensado bastante nessa “insignificância literária”, a famosa Mensagem a Garcia. Famosa, suponho, em outros círculos ou em outros tempos, pois só descobri essa pérola recentemente. Faz sentido. Numa época em que as não realizações são recompensadas, a Mensagem necessariamente é obscurecida.

Ao leitor com alguma ambição não faltarão risadas e uma empatia imediata. Cabe ressaltar, porém, que o texto é fundamentalmente uma apologia da moral burguesa. Como tal, deve ser lido com o coração leve, sem grandes pretensões filosóficas. Se, contudo, não for possível abandonar tais pretensões, ouvi dizer que Max Weber tem algumas explicações a respeito.