Não se trata apenas de escrever poesia…
Sexta-feira, 20 dAmerica/New_York Julho dAmerica/New_York 2007
por Marcelo Hashimoto
Há alguns anos, motivos compreensÃveis provocaram o fechamento do fórum LÃngua Morta, uma das seções mais populares da comunidade Carcasse. Com tal fechamento, encerrou-se a vida de um dos melhores fóruns de literatura que eu já conheci, o Diodati.
O que havia de especial no Diodati? O propósito de sua existência era discussões sobre literatura em geral, mas, pelo menos na época em que eu o freqüentei, ele era usado principalmente como um local onde seus membros podiam postar poemas de autoria própria e discutirem a respeito deles. Essa, em si, não é nenhuma caracterÃstica excepcional: alguns segundos no Google são suficientes para encontrar inúmeros fóruns cujo objetivo é o mesmo. Freqüentar o Diodati, porém, era uma experiência distinta devido a um fator muito simples: argumentos.
Não tenho nada contra elogios, mas crÃticas são essenciais para o aprendizado. O que eu apreciava no Diodati era a presença de pessoas que não hesitavam em declarar que não gostaram de um certo poema. Sim, muitas vezes algumas dessas pessoas eram muito mal-educadas e havia uma inevitável sensação de “panelinha” no ar, mas quem sabia ignorar esses aspectos podia perceber que não era incomum que muitas crÃticas, mesmo as mais agressivas, continham argumentos que mereciam atenção.
O que vejo em muitos fóruns de poesia atuais é uma desagradável obrigatoriedade do “politicamente correto”. CrÃticas são proibidas porque, teoricamente, gostar ou não de um poema trata-se apenas de uma questão de gosto pessoal. Sobram elogios vazios, de pessoas que “compartilham o sentimento”. Inegavelmente, gostar de um poema depende de gosto pessoal. Mas por que o gosto pessoal alheio seria irrelevante? Um artista não deve ser controlado pela opinião dos outros, mas pode aprender muito com ela.
O Diodati foi o único ambiente que conheci no qual esse fato parecia ser compreendido. Quando o fórum foi fechado, eu perdi um tempo considerável buscando alternativas. Infelizmente, não as encontrei. Aceitaria de bom grado sugestões.
Um robô da Grécia antiga
Domingo, 8 dAmerica/New_York Julho dAmerica/New_York 2007
por Paulo Salem
Que os gregos inventaram muito do que constitui nossa civilização todos sabem. Mas quem adivinharia que entre esses inventos estivesse um robô programável? Segundo a New Scientist, um certo Hero projetou uma máquina móvel capaz de ser programada com cordas, por volta do ano 60DC. O aparelho, na verdade, é bastante simples, o que - imagino - tornou sua reconstrução irresistÃvel. No artigo há um vÃdeo de uma réplica em funcionamento, feita pela equipe da revista. Não é exatamente o que você esperaria de um robô moderno, mas suponho que tenha sido impressionante o suficiente para render alguma fama ao seu inventor.
Companhia afirma ter criado um moto perpetuo
Quinta-feira, 5 dAmerica/New_York Julho dAmerica/New_York 2007
por Paulo Salem
Criar energia a partir do nada é uma dessas coisas que parecem boas demais para ser verdade. E, de fato, desde o advento da Termodinâmica crê-se que isso seja impossÃvel. Mas uma companhia, chamada Steorn, anunciou ter criado uma tecnologia, batizada de Orbo, capaz de fazer exatamente isso. Certos de que ninguém acreditaria numa afirmação dessas, a empresa parece estar fazendo grandes esforços para provar o que afirma. Em particular, eles colocaram uma demonstração da tecnologia em um museu de Londres, com câmeras transmitindo ao vivo para a Internet. Trata-se, parece, de um moto perpetuo, uma máquina que se move eternamente sem auxÃlio externo.
Bem, a demonstração começou ontem, porém até agora eu não vi a coisa se mover. O site afirma que estão tendo dificuldades técnicas. Não acho correto julgá-los antecipadamente, já que ao menos parecem estar tentando provar que a tecnologia funciona, mas algo me diz que o Orbo tem algum outro objetivo, alguma outra meta mais factÃvel. E, nesse caso, que objetivo seria esse? Se é uma mentira, qual o seu propósito? Não vejo nenhuma resposta óbvia para essa pergunta. Acho que é isso que está instigando a minha curiosidade…