Bertrand Russell, em seu How to Become a Man of Genius, escreveu:

Carlyle comentou: “A população da Inglaterra é de vinte milhões, tolos na maior parte.'’ Todos que leram isso consideraram-se uma das exceções e, portanto, apreciaram o comentário.

Seja por um fenômeno semelhante, seja por mérito próprio, a peça Como me Tornei Estúpido é um sucesso. Em cartaz no Viga Espaço Cênico, ela conta a história de Antoine, um brilhante jovem de 25 anos que, após longa reflexão, decide tornar-se estúpido para alcançar a felicidade. Da sinopse:

Como me tornei estúpido traça o curioso perfil do anti-herói contemporâneo Antoine, um rapaz de vinte e cinco anos, que vê na sua aguçada inteligência a causa de todos seus problemas. Para Antoine, a inteligência e a consciência crítica são empecilhos para alcançar a felicidade na sociedade atual. Após as tentativas frustradas de se tornar alcoólatra, entrar num curso de suicídio, e até de fazer uma cirurgia para retirar uma parte do cérebro, ele se convence a renunciar ao pensamento e se propõe a percorrer uma saga rumo à estupidez.

O texto é baseado num livro de mesmo nome por Martin Page. Assisti e devo dizer que é bem engraçada até certo momento, a partir do qual a trama deixa a desejar. É uma boa diversão e os atores são excelentes, mas não espere encontrar respostas profundas para a vida.


Em cartaz de 28/09 a 18/11.
Local: Viga Espaço Cênico.
Horário: sextas e sábados às 21h, domingos às 19h.
Ingresso: R$ 20,00 (meia entrada para estudantes, idosos e classe teatral).