Ah, as mágicas da computação…
Recentemente, fui informado sobre a existência deste artigo, que fala sobre um algoritmo de visão computacional capaz de reconhecer as obras de um artista especÃfico. Tenho um certo conhecimento a respeito de visão computacional e reconhecimento de padrões, por isso sei que tal algoritmo é possÃvel. Ao mesmo tempo, também tenho certa noção a respeito do quão difÃcil é esse problema, o que me obriga a ter uma dose saudável de ceticismo.
Meus sentimentos quanto a divulgar esse tipo de trabalho cientÃfico para o público leigo são complicados. O redator é obrigado a evitar quaisquer termos excessivamente técnicos e se limita a utilizar expressões genéricas como “programa matemático”. Além disso, nada é mencionado a respeito das limitações do algoritmo, que obviamente existem. Afirmações como “depois que o programa aprende sobre os relógios de Dali, ele consegue reconhecer outras pinturas dele mesmo que os relógios não estejam nelas” soam simplesmente… mágicas.
Me pergunto se esse tipo de divulgação não pode inflamar alguns especialistas em arte mais exaltados, que correrão para defender seus talentos e afirmar que eles não podem ser emulados por uma máquina…
