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Arquivos da Categoria 'Artes Plásticas'


Ah, as mágicas da computação…


Recentemente, fui informado sobre a existência deste artigo, que fala sobre um algoritmo de visão computacional capaz de reconhecer as obras de um artista específico. Tenho um certo conhecimento a respeito de visão computacional e reconhecimento de padrões, por isso sei que tal algoritmo é possível. Ao mesmo tempo, também tenho certa noção a respeito do quão difícil é esse problema, o que me obriga a ter uma dose saudável de ceticismo.

Meus sentimentos quanto a divulgar esse tipo de trabalho científico para o público leigo são complicados. O redator é obrigado a evitar quaisquer termos excessivamente técnicos e se limita a utilizar expressões genéricas como “programa matemático”. Além disso, nada é mencionado a respeito das limitações do algoritmo, que obviamente existem. Afirmações como “depois que o programa aprende sobre os relógios de Dali, ele consegue reconhecer outras pinturas dele mesmo que os relógios não estejam nelas” soam simplesmente… mágicas.

Me pergunto se esse tipo de divulgação não pode inflamar alguns especialistas em arte mais exaltados, que correrão para defender seus talentos e afirmar que eles não podem ser emulados por uma máquina…

Fotografias coloridas da primeira guerra


Para quem gosta de fotografias antigas, estas fotos coloridas da primeira guerra mundial são um tesouro. Aparentemente, apesar de não ser comum, a tecnologia de fotografia a cores já estava disponível na época. Há qualquer coisa de fantasmagórica nessas imagens: os tons são todos pastéis, amplificando a sensação de deslocamento que o observador contemporâneo já sente naturalmente perante cenas de tempos distantes. Fiquei observando-as, tentando decifrar o enigma que colocam, mas em vão. Tente você, é um bom exercício para a imaginação.

Decadência urbana


Eis mais um interessante site com fotografias de ruínas urbanas, o http://www.urbanized.us/. Há diversas séries de imagens no site, cada uma tratando de um lugar em particular. Gostei especialmente da série do reformatório. Há um certo convite à vida nessas cenas de morte e desolação, como que se alertassem para a brevidade das coisas. Como que se dissessem “ei, a vida é isso aí, aproveite enquanto a tem, porque depois, já viu…” Deve ser por isso que me fascinam.

Festival Internacional de Linguagem Eletrônica


Até o dia 12 de setembro, o Sesi Paulista estará sediando o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, uma grande mostra de arte digital que descaca-se principalmente pelos trabalhos com os quais os visitantes podem interagir.

Confesso que tenho um pouco de receio em relação ao uso da palavra arte para se referir a esses trabalhos, como muitos estão fazendo. Certamente são trabalhos interessantes e a estética não foi deixada de lado, mas fotos e relatos que chegam a mim causam-me uma inevitável sensação de frieza.

Estou certo em pensar que mensagens e sentimentos simplesmente não são a prioridade dessas obras? Ou será que estão lá mas expressas de maneira completamente diferente da arte tradicional? Ou talvez de fato isso não seja necessário?

Um pedido de casamento distinto


Eis um curioso modo de se utilizar a arte. Este sujeito resolveu fazer um pedido de casamento em grande estilo, inventando uma exposição de arte “falsa”, na qual a obra em questão era o pedido em si. Uma grande armação, onde o conceito artístico envolveu os próprios observadores. Alguém ainda tem coragem de dizer que arte não serve para nada prático depois disso? Há um pequeno vídeo que conta a história:


Note que título da exposição é “My early muir owl”. Agora tente adivinhar a razão. (Resposta: é um anagrama de “Will you marry me.”)

O Renascimento da Antiga Roma


A BBC relata que um projeto para reconstruir virtualmente a antiga Roma acaba de ser concluído. Ambiciosamente chamada de Rome Reborn 1.0, a simulação é essencialmente um modelo tri-dimensional da Roma de 320 AC, incluindo o exterior de milhares de prédios e o interior de cerca de 30, dentre os quais estão o Coliseu e o Senado. O projeto parece ser bem rigoroso, a julgar pelos 10 anos que levou e pelo fato de se tratar de uma pesquisa científica. Fotos, vídeos e artigos acadêmicos relacionados podem ser vistos em seu site oficial.

Resta saber o que eles prentedem fazer com essa nova Roma. Segundo o artigo da BBC, há rumores de que ela apareça no Second Life. Infelizmente, não acho provável que ela acabe em domínio público, dado seu potencial valor comercial. Espero, contudo, que alguém competente pague por ela e faça algo divertido.

Nas Profundezas do Zoom


Se você acha que não é possível fazer nada de sofisticado com um efeito de zoom, pense de novo. Este projeto colaborativo demonstra brilhantemente o que se pode fazer com esse efeito quando se coloca um grupo de ilustradores para trabalhar com um programador. Realmente muito bonito. (O link anterior leva para um site hospedando a obra, mas o site oficial do projeto é este.)


Atualização: O link para a obra estava corrompido e agora está apontando diretamente para o site oficial.

Ilusões Ópticas


Acabo de encontrar este excelente conjunto de ilusões ópticas, criado pelo laboratório de um conhecido neurocientista, Dale Purves. São muito bem feitas e acompanhadas de explicações. Embora eu já tenha visto muitas ilusões dessa espécie, algumas me são novas, especialmente as que envolvem movimento.

Depois de esbarrar nesse site, óbviamente resolvi procurar algo mais e encontrei esta coleção, com 71 demonstrações. Experimente, por exemplo, esta aqui.

Notar a fragilidade da própria percepção é uma experiência perturbadora. Afinal, se coisas tão simples podem nos enganar tão facilmente, não é de se desconfiar que estejamos sendo enganados em outras coisas sem sequer nos darmos conta? Meu ceticismo acaba de se fortalecer.

WebMuseum


O WebMuseum, como o próprio nome indica, é uma espécie de museu virtual. Lá os visitantes têm acesso a diversas obras, organizadas dentro de categorias apropriadas e acompanhadas de explicações sucintas. O objetivo, ao que parece, é apresentar não só as obras em si, mas os contextos artísticos dos quais elas provêm. Seguindo esse princípio, o “acervo” cobre metodicamente a produção artística desde a Idade Média até o século XX. Trata-se, assim, de um recurso interessante para quem estiver interessado em adquirir algumas noções de história da arte.

Museu do Crime


Acabei de descobrir que a Polícia Civil do Estado de São Paulo mantém um Museu do Crime em sua academia. Nele estão expostos objetos (tanto autênticos quanto imitações) e fotografias relacionadas a crimes famosos. Pela reportagem que vi, parece ser um ambiente bem interessante, com características plásticas curiosas. Há, por exemplo, uma simulação de cela de cadeia, além de reconstituições indigestas de cenas de crimes. Sem dúvida é algo que foge ao ordinário.