Distincards Blog

Arquivos da Categoria 'Geral'


Fim das atualizações no Distincards


O Distincards foi uma excelente e divertida experiência, e temos muita estima por todos os nossos usuários. Porém, agora estamos dedicando nossos esforços e nosso tempo a outros projetos. Portanto, não pretendemos trazer novidades regularmente para o Distincards de agora em diante. Ainda assim, todas as funcionalidades e cartões atuais continuarão operando normalmente. Afinal, o site, tal como ele é, continua útil para nós e temos certeza de que para muitos outros também.

Finalmente, agradecemos a todos os nossos usuários, artistas e demais colaboradores por seu apreço, cooperação e simpatia durante todo esse tempo. Estamos certos de que as forças que nos colocaram juntos ainda têm muito o que contribuir para este mundo de muitos outros modos.

YouTube para intelectuais


Recentemente descobri o site BigThink.com, uma espécie de YouTube para intelectuais. A idéia é que especialistas em diversas áreas apresentem certos tópicos e as pessoas possam interagir com a apresentação através de comentários e respostas em vídeo. Por exemplo, atualmente o vídeo na primeira página chama-se The Secret to a Long Life. Entre as páginas, podemos achar ainda ítens como What is human nature? e
Do Americans read enough poetry?. Um site curioso, sem dúvida, mas fico me perguntando por quanto tempo algo assim pode resistir à marcha incansável do gosto popular.

Ah, as mágicas da computação…


Recentemente, fui informado sobre a existência deste artigo, que fala sobre um algoritmo de visão computacional capaz de reconhecer as obras de um artista específico. Tenho um certo conhecimento a respeito de visão computacional e reconhecimento de padrões, por isso sei que tal algoritmo é possível. Ao mesmo tempo, também tenho certa noção a respeito do quão difícil é esse problema, o que me obriga a ter uma dose saudável de ceticismo.

Meus sentimentos quanto a divulgar esse tipo de trabalho científico para o público leigo são complicados. O redator é obrigado a evitar quaisquer termos excessivamente técnicos e se limita a utilizar expressões genéricas como “programa matemático”. Além disso, nada é mencionado a respeito das limitações do algoritmo, que obviamente existem. Afirmações como “depois que o programa aprende sobre os relógios de Dali, ele consegue reconhecer outras pinturas dele mesmo que os relógios não estejam nelas” soam simplesmente… mágicas.

Me pergunto se esse tipo de divulgação não pode inflamar alguns especialistas em arte mais exaltados, que correrão para defender seus talentos e afirmar que eles não podem ser emulados por uma máquina…

Google Sky


Destaco aqui uma notícia que já deve ser conhecida de muitos: o Google Earth disponibilizou um serviço para visualização do céu, baseado em um acervo de imagens obtidas de observatórios que cobre cerca de 100 milhões de estrelas e 200 milhões de galáxias.

Na minha opinião, o Google Earth nasceu como uma curiosidade e aos poucos está agregando valor como utilidade. Por outro lado, acredito que o Google Sky já tenha nascido como uma ferramenta extremamente valiosa para os entusiastas da astronomia.

Implantes neurais retiram homem de estado vegetativo


Eis um magnífico exemplo dos avanços da neurociência que tornou-se notório alguns dias atrás. Um homem que havia sido espancado e, por isso, lançado num estado vegetativo, agora pode novamente falar. Isso graças a uma nova técnica de implantes neurais. Os cientistas avisam, porém, que a técnica ainda é experimental.

Trata-se de um exemplo sensacionalista, óbviamente. Por traz disso há uma infinidade de estudos que não chegam à imprensa comum. Contudo, creio que seja importante que esse tipo de coisa chegue ao público geral, visto que não há modo melhor de justificar socialmente os investimentos subjascentes em pesquisa.

Não se trata apenas de escrever poesia…


Há alguns anos, motivos compreensíveis provocaram o fechamento do fórum Língua Morta, uma das seções mais populares da comunidade Carcasse. Com tal fechamento, encerrou-se a vida de um dos melhores fóruns de literatura que eu já conheci, o Diodati.

O que havia de especial no Diodati? O propósito de sua existência era discussões sobre literatura em geral, mas, pelo menos na época em que eu o freqüentei, ele era usado principalmente como um local onde seus membros podiam postar poemas de autoria própria e discutirem a respeito deles. Essa, em si, não é nenhuma característica excepcional: alguns segundos no Google são suficientes para encontrar inúmeros fóruns cujo objetivo é o mesmo. Freqüentar o Diodati, porém, era uma experiência distinta devido a um fator muito simples: argumentos.

Não tenho nada contra elogios, mas críticas são essenciais para o aprendizado. O que eu apreciava no Diodati era a presença de pessoas que não hesitavam em declarar que não gostaram de um certo poema. Sim, muitas vezes algumas dessas pessoas eram muito mal-educadas e havia uma inevitável sensação de “panelinha” no ar, mas quem sabia ignorar esses aspectos podia perceber que não era incomum que muitas críticas, mesmo as mais agressivas, continham argumentos que mereciam atenção.

O que vejo em muitos fóruns de poesia atuais é uma desagradável obrigatoriedade do “politicamente correto”. Críticas são proibidas porque, teoricamente, gostar ou não de um poema trata-se apenas de uma questão de gosto pessoal. Sobram elogios vazios, de pessoas que “compartilham o sentimento”. Inegavelmente, gostar de um poema depende de gosto pessoal. Mas por que o gosto pessoal alheio seria irrelevante? Um artista não deve ser controlado pela opinião dos outros, mas pode aprender muito com ela.

O Diodati foi o único ambiente que conheci no qual esse fato parecia ser compreendido. Quando o fórum foi fechado, eu perdi um tempo considerável buscando alternativas. Infelizmente, não as encontrei. Aceitaria de bom grado sugestões.

Dandismo


Ao ler Sobre a modernidade, um famoso ensaio que Charles Baudelaire escreveu a respeito do pintor Constantin Guys, conheci um conceito ao qual até então não havia prestado muita atenção: o dandismo.

O termo dândi costuma ser utilizado de maneira pejorativa, para referir-se a indivíduos que dedicam-se excessivamente à aparência. Por vezes, essa dedicação não se restringe ao físico e às roupas, mas também a um refinamento da linguagem e a um cultivo do ócio. Essa interpretação, na verdade, está ao mesmo tempo equivocada e incompleta.

Incompleta porque um motivo para tal comportamento não é citado. Assume-se naturalmente que origina-se de vaidade ou futilidade. Equivocada, portanto, porque enxerga-se exagero sem saber em relação a quê.

Disse Baudelaire: “o dandismo não é um deleite excessivo com roupas ou elegância material. Para o dândi perfeito, essas coisas nada mais são do que o símbolo da superioridade aristocrática de sua mente”. Em outras palavras, o dandismo pode ser interpretado como a ascensão de uma mente aristocrática contra princípios igualitários.

Minha interpretação particular define um dândi não como alguém que quer ser superior, mas como alguém que busca não esquecer que já é superior.

Um arrogante? Um esnobe? Muitos podem interpretar dessa forma. Mas, citando um exemplo bastante oportuno, pode-se dizer que a Distincards segue um pouco a filosofia dândi ao se propor o oferecimento de material distinto a seus usuários. E, sinceramente, não vejo nenhum motivo para não termos orgulho disso.

(interessados em dandismo podem consultar a lista de referências neste artigo da Wikipedia)

Vinhos do Mundo


Eis uma nova oportunidade para quem não pôde visitar a Expovinis. A Editora Abril está lançando a coleção Vinhos do Mundo. Trata-se de uma coleção em desesseis volumes, cada um acompanhado de uma garrafa de 375ml de um vinho relacionado. Os livros em si contém informações sobre países, regiões e produtores, além de cursos diversos, como degustação e compra.

A coleção só é vendida completa, por sete parcelas de R$ 59,90, totalizando R$ 419,30. Inclui duas taças no formato oficial, um corta-gotas e uma cartela de aromas.