Coleção

O que é o tempo, senão um paradoxo? Transforma impiedosamente construções em ruínas, mas molda a natureza nas mais belas formas. Destrói longos relacionamentos, mas cauteriza feridas profundas. Leva embora aqueles que amamos, mas também enterra as piores lembranças. É inevitável nos sentirmos impotentes diante de um poder sobre o qual não temos nenhum controle e que tanto nos manipula.

A coleção Areias do tempo busca expressar essa antítese inerente à passagem do tempo através de fotos e poemas que podem tanto expressar a angústia do abandono como também exibir a beleza daquilo que deixamos intocado. Um conflito muito semelhante ao caos que é o pensamento humano.

Imagens:
Rui Vale de Sousa, Jamie Brelsford, Ray Germain, Joaquim Silva, Luis Louro, Paulo Lopes, José Pinto

Textos:
Augusto dos Anjos, Friedrich Wilhelm Nietzsche, Fernando Pessoa, Henry Wadsworth Longfellow, Robert Schumann, Oscar Wilde, Hermann Hesse, William Blake, Marcelo Hashimoto

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A Banda Sonora do seu Enterro

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O enevoado silêncio de gélidas montanhas ambientam o turvo funeral de nossas almas.

Créditos:
Rui Vale de Sousa, Augusto dos Anjos

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Independência

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A independência é, sem dúvida, uma das mais nobres virtudes humanas. Não por que garanta o sucesso, mas sim porque desafia o fracasso.

Créditos:
Rui Vale de Sousa, Friedrich Wilhelm Nietzsche

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Uma Maior Solidão

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É preciso tomar cuidado para não nos lançarmos tolamente na solidão. Ignorando o mundo, talvez sejamos ignorados por ele.

Créditos:
Rui Vale de Sousa, Fernando Pessoa

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Estejamos em Pé

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O que distingue os homens não é a sorte que têm, mas sim o modo como lidam com ela.

Créditos:
Rui Vale de Sousa, Henry Wadsworth Longfellow

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Poderoso Consolo

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Contemplar o nada pode ser um grande consolo quando não se tem mais nada a que recorrer.

Créditos:
Rui Vale de Sousa, Friedrich Wilhelm Nietzsche

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A Tarefa do Artista

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Iluminar o tenebroso caminho dos homens. Eis a tarefa do artista.

Créditos:
Rui Vale de Sousa, Robert Schumann

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