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O que é o tempo, senão um paradoxo? Transforma impiedosamente construções
em ruínas, mas molda a natureza nas mais belas formas. Destrói longos
relacionamentos, mas cauteriza feridas profundas. Leva embora aqueles que
amamos, mas também enterra as piores lembranças. É inevitável nos sentirmos
impotentes diante de um poder sobre o qual não temos nenhum controle e
que tanto nos manipula.
A coleção Areias do tempo busca expressar essa antítese inerente à
passagem do tempo através de fotos e poemas que podem tanto expressar a
angústia do abandono como também exibir a beleza daquilo que deixamos
intocado. Um conflito muito semelhante ao caos que é o pensamento humano.
Imagens: Rui Vale de Sousa, Jamie Brelsford, Ray Germain, Joaquim Silva, Luis Louro, Paulo Lopes, José Pinto Textos: Augusto dos Anjos, Friedrich Wilhelm Nietzsche, Fernando Pessoa, Henry Wadsworth Longfellow, Robert Schumann, Oscar Wilde, Hermann Hesse, William Blake, Marcelo Hashimoto
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